domingo, 12 de dezembro de 2010

As coisas são mais fáceis na televisão...



Passei a semana toda buscando palavras pra tentar escrever esta história... Se eu contasse as minhas professoras da cadeira de televisão da faculdade, elas com certeza iriam ficar admiradas...posso dizer até que espantadas! hehehe
Isso porque nunca fui apaixonada por TV... quer dizer, quando eu tava pra decidir que curso fazer no vestibular,ficava dizendo que queria apresentar o Fantástico (sonho adolescente! kkkkkkkkk)... mas entrando na faculdade desencantei com o mundo da televisão e fui me apaixonando por outros segmentos do jornalismo!

Masss...como a vida é uma caixinha de surpresas fui convidada para integrar a equipe de produção da TV Asa Branca, afiliada da Rede Globo aqui em Caruaru. Aceitei porque adoro um desafio, mas tava super apreensiva já que nunca tinha trabalhado com televisão e nem me passava pela cabeça um negócio desses. Com uma semana de trabalho posso descrevê-lo com apenas uma palavra: CORRERIA!

Isso mesmo... com assessoria de imprensa a gente trabalha muito, corre também, mas não é como na televisão! Até porque pautas caem, factuais acontecem, entrevistados ficam doentes e se a gente não correr pra 'tapar o buraco' como é que fica o telejornal??

Ainda estou me familiarizando com as palavras técnicas, com a produção em si (eu era acostumada apenas com a produção de rádio... é parecido, mas diferente! Tem imagem pra cobrir isso?? heheh) e com as pessoas também, por que não?! É engraçado conviver com que a gente falava por telefone quase todos os dias enquanto assessor e com os repórteres que encontrávamos eventualmente nas pautas da vida. A convivência encanta e desencanta também. hehhe. Mas eu tô gostando. É um mundo novo pra mim e eu espero me apaixonar também feito todos que trabalham por lá...

Uma coisa que eu observei é a paixão que cada uma daquelas pessoas que estão alí trazem nos olhos pela televisão... isso, apesar das dificuldades do dia-a-dia, faz todo o diferencial no resultado do trabalho e no clima leve e descontraído da redação.

Estou feliz e espero corresponder as expectativas que me foram confiadas! Com a prática e a ajuda de uns anjinhos de luz que existem lá na redação tenho certeza que vou encontrar a 'fórmula do amor' e cantarolar que "as coisas são mais fáceis na televisão", sim!

domingo, 5 de dezembro de 2010

Vagas para Jornalista

Galerinha querida....

Vou começar a postar por aqui oportunidades de emprego e estágio na área de Comunicação.
Fico sabendo de muita coisa e sempre tem gente precisando, né?!
Pra começar essas vagas aqui ó:

Recife: vaga para trabalho com redes sociais

Empresa procura estagiário ou recém-formado para trabalhar com análise de mídias sociais e gestão de conteúdo.
As pessoas interessadas devem enviar currículo para: contato@in.teracao.com aos cuidados de Wemmerson Seixas.

Recife: vaga para coordenador de comunicação

Empresa nacional do setor de agronegócio em franca expansão de suas atividades no Brasil.
Perfil desejado: O candidato deverá possuir sólida formação em Comunicação Social ou Marketing e experiência em funções similares. Visão crítica, liderança e dinamismo completam o perfil desejado.
Os interessados devem cadastrar seus currículos neste site:
http://www.michaelpage.com.br/detail-annonce.html?iniref=VFMN83301

Brasília:Concurso do STM

Concurso oferece quatro vagas na área de Comunicação Social. Salário: R$6.611.
Inscrição de 2 a 19/12 http://www.cespe.unb.br/concursos/stm2010



Boa Sorte!

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Resposta

Muita gente cobrando um pronunciamento meu sobre a entrevista que o secretário de comunicação da prefeitura de Caruaru deu este fim de semana para o Jornal Vanguarda... uma super entrevista, por sinal, ocupando duas páginas do semanário.
Sinceramente... uma teoria linda, mas vamos pra prática né?!
Quem já passou por lá e quem precisa de 'respostas rápidas' no dia-a-dia sabe bem do que estou falando.
Podem ler a entrevista na íntegra e tirar suas próprias conclusões:

http://www.jornalvanguarda.com.br/v2/?pagina=noticias&id=7364

Mas eu, Conceição Ricarte, não retiro uma vírgula do que escrevi em posts anteriores!

terça-feira, 16 de novembro de 2010

Fique com seu emprego, que eu fico com a minha ética

Antes de qualquer coisa... gostaria de agradecer por todos os comentários que recebi aqui no blog, no twitter, por e-mail, etc. É de fundamental importância a solidariedade de vocês neste momento! Obrigada mesmo, pessoal.
Desde a última postagem, muitas coisas aconteceram na minha vida. Mas, não... o pessoal da prefeitura ainda não entrou em contato. Rs. E pra falar a verdade, nem espero mais por isso. Acho que cumpri a minha missão por lá e o fim desta jornada foi tal qual era o relacionamento nestes últimos tempos, ou seja, sem comunicação. (abafa!)
A repercussão do "Poder de Jornalista...ativar" foi tanta que recebi várias ligações e e-mails de pessoas da oposição ao atual prefeito de Caruaru querendo "comprar" a minha briga. Escutei todo mundo, todas as propostas, mas eu não sou uma pessoa política e nem tô querendo brigar com ninguém. O post foi um desabafo sobre uma situação de injustiça e só. É aquela coisa: "Fique com seu emprego, que eu fico com a minha dignidade", igual disse o jornalista que se demitiu ao vivo em Goiás. Eu não poderia continuar em um lugar que não condizia com o que aprendi sobre jornalismo e assessoria de comunicação.
Além disso, aceitar qualquer proposta para 'brigar' com o prefeito José Queiroz ia contra tudo que falei até agora... repito: eu não sou política, nem partidária a ninguém... sou profissional! Respeito o prefeito, só lamento o tipo de pessoa que ele coloca pra tomar as rédeas de algumas situações.

Luz no fim do túnel

Como sempre trabalhei com ética e educação por todos os lugares que passei, as portas nunca estão fechadas completamente. E graças a alguns 'anjinhos de luz' que aparecem no caminho, estou de malas prontas com destino ao Recife.

Calma! Não é uma volta definitiva até porque tenho algumas pendências em Caruaru e preciso pensar bem o que vou querer fazer da minha vida. Estou indo passar a semana na capital para finalizar um projeto que será lançando em dezembro. É algo temporário (pelo menos pra mim), mas tenho certeza que vai dar tudo certo!

Quando eu puder falar, venho aqui contar a vocês do que se trata... Por enquanto é isso! Boa sorte pra mim e mais uma vez obrigada pelo apoio de vocês.

Ah! E pra vocês que visitam o blog só pra colocar gosto ruim... vão procurar uma lavagem de roupa suja, já que não tem mais release pra fazer.

P.s-> Pode clipar! hahahahah

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

Poder de Jornalista... ativar!

Depois de um tempo sumida da blogosfera resolvi voltar pra comentar os últimos acontecimentos jornalísticos em Caruaru (PE).
Coloquei um 'preview' pra vocês nos posts abaixo, mas quero deixar registrado aqui a minha injustiça, o meu pesar e, principalmente, a minha indignação do que foi feito a mim e aos meus colegas exonerados no último dia 04.

Quando fui convidada pelo então Secretário de Comunicação, André Lubambo, para voltar a morar em Caruaru e fazer parte da gestão do prefeito José Queiroz fiquei um pouco apreensiva... o medo de voltar para o interior, refazer contatos profissionais e deixar amigos e trabalho na capital era grande.
Mas conversa daqui, proposta dalí... arrumei as malas e, em fevereiro de 2009, estava, definitivamente, na Capital do Agreste.
A Secretaria de Comunicação começou a funcionar sem estrutura nenhuma... mal tinhamos lugar para sentar... quem tinha notebook levava, quem não... tinha que esperar uma brechinha para usar o computador "lentium" que deixaram na sala de quatro lugares em que, junto com arquivos e baratas deixados pela gestão passada, 10 pessoas procuravam se organizar.
Mas ninguém reclamava... todos estavam alí porque acreditavam numa proposta de comunicação de verdade, com a certeza que em pouco tempo nós teríamos estrutura para um trabalho digno e profissional.
Quem visse a ideia da Secretaria de Comunicação de Caruaru no papel ficaria impressionado e entusiasmado com a logística do processo, sem contar, claro, o valor justo de salário que enchia os olhos (e o bolso!) de quem o iria receber e matava de 'invejinha' vários colegas, inclusive, da Capital.
A minha chegada a equipe gerou um pouco de expectativa entre os coleguinhas da cidade... afinal, eu vinha do Recife e era indicação de Lubambo. Fato que abriu e fechou algumas portas.
Meu jeito divertido de fazer 'follow up' e atender a imprensa fez com que eu fizesse logo bons amigos nos veiculos de comunicação... o que também não me livrou de alguns atropelos, claro. Eu não estava acostumada ao 'jeitinho caruaruense' de se fazer jornalismo e isso me levou a bater de frente com alguns colegas, tudo contornado depois com o tempo e a convivência.
Para encurtar a história...
Com a saída de Lubambo da Secretaria e a 'bandeira branca' do prefeito para que Rui Lira assumisse a Comunicação... a coisa mudou!
Desde que conheci Rui, o admirei pela sua inteligência e sabedoria política, além disso, ele foi de grande ajuda durante a crise na Secretaria de Saúde. Mas aquele ditado que diz "você conhece um homem dando poder a ele"... serviu perfeitamente bem neste caso.
O admirável senhor que ajudava durante a crise da saúde transformou-se da água para o vinho.
Pra começar, ele dizia que nós (os jornalistas que foram indicados por Lubambo) não éramos a equipe dele... Tanto pensou e fez... que contratou novos jornalistas, alguns, inclusive, queimados na imprensa caruaruense.
A equipe que era formada por oito profissionais de comunicação passou a ter 15. E os problemas começaram a surgir... desde o entendimento do verdadeiro papel de um assessor de comunicação até as fofocas entre colegas de trabalho.
Óbvio, que uma situação dessa não ia durar por muito tempo... até porque "os queridinhos da imprensa" eram os da equipe antiga, fato que favorecia a publicação de notas e material nos veículos de Caruaru e da Capital.
Com a notificação do Tribunal de Contas, começou um processo de enxugamento da máquina municipal... o atual secretário de comunicação aproveitou a deixa para colocar para fora quem ele acreditava 'prejudicar' o entendimento dele de assessoria de comunicação... ou seja, as principais assessoras da prefeitura.
Eu não participei da reunião de exoneração, pois estava de férias e com um problema familiar longe da cidade... fiquei sabendo da minha demissão através da imprensa e, pasmem, até agora (uma semana depois do ocorrido) ninguém de lá me ligou ou mandou email falando absolutamente nada.
O triste de tudo isso é ter acreditado num projeto que não saiu do papel... pensar que Caruaru está crescendo, mas que aos olhos de quem tem poder, a comunicação não passa de um "portal"...
Triste pelos meus colegas exonerados, triste pela imprensa sem notícias oficiais e mais triste ainda pela população que busca através dos veículos de comunicação uma resposta para as eternas promessas de campanha que não são levadas à sério.
Fica aqui o meu protesto e a certeza de que fiz um bom trabalho tanto para a imprensa quanto para os meus assessorados.
Termino este post/desabafo com um trecho de música que diz o seguinte:
"O tempo passa, o mundo gira, o mundo é uma bola..."
Acreditem... É mesmo!!!
A gente se encontra, muito em breve, pelas redações da vida!

Demissões na Secom: um retrocesso na comunicação

Por Mário Flávio de Lima

Esse ano ministrei uma palestra no Fórum Caruaru Avança com Pernambuco. O tema em questão era o avanço da imprensa em Caruaru após a chegada dos cursos de Jornalismo e Publicidade e Propaganda na cidade. Em determinado momento, foquei a criação da Secretaria de Comunicação Social, que conglomerava profissionais com vasta experiência de mercado e pagava salários dignos para a profissão. Na época, o prefeiro Zé Queiroz e o secretário Rui Lira estavam na plateia e ouviram atentamente o que proferi sobre a criação da Pasta.

A secretaria de Comunicação existe desde a época do prefeito Tony Gel, mas só foi efetivada mesmo após a volta de Zé Queiroz a prefeitura. Lembro-me que no início do governo foi um auê danado com a formação da equipe. O então secretário, André Lubambo, com autorização do prefeito fez propostas e muitas promessas, entre elas, a de que cada Jornalista iria receber as mínimas condições para desenvolver as atividades pertinentes à profissão. Na prática, pouca coisa aconteceu. Lubambo não durou nem um ano na Pasta e desde a saída dele que a Secom anda mal das pernas.

A demissão de ontem na Secom foi um retrocesso no sonho de termos uma imprensa cada vez mais profissional. Profissionais do quilate de Conceição Ricarte, Fernanda Sales, Jesiane Rocha e Roberto Franca foram demitidos e tratados como o enxugamento de gordura. Não me lembro de situação igual em nenhuma outra prefeitura, mas como parte dos secretários da atual gestão têm mania de perseguição da imprensa, o enxugamento da Secom pode nos fazer entender os motivos dessa decisão.

Segundo o Blog do Vanguarda, o atual secretário Rui Lira orientou os secretários, que agora terão que "se virar". Eles vão decidir se dão, ou não, entrevistas, não haverá mais cobertura dos eventos, a não ser quando o prefeito estiver presente e as informações serão concentradas no portal, que será alimentado por dois jornalistas que restaram na equipe.Uma situação lamentável, estamos na era da comunicação e a informação deveria ser prioridade para qualquer gestão moderna. Não estamos mais nos tempos das máquinas de datilografia.

Mas e o povo? Quando uma emissora de TV, Jornal, Rádio ou portal de notícia tenta obter uma resposta sobre algum problema é uma solicitação da comunidade. A imprensa é o mediador entre o poder público e o povo. Caso algum secretário não queira conceder a entrevista, a população vai ficar sem obter a resposta? Tomara que o prefeito Zé Queiroz use a sensibilidade, tão citada pelos secretários, para rever essa postura, até porque uma gestão que vinha sendo pautada no marketing forte das obras realizadas e planejadas pode ter a imagem enfraquecida em consequência da falta de valorização de quem realiza a divulgação dos fatos.

Secretaria de Comunicação vira Portal da Prefeitura

Por Ana Lúcia Andrade (JC)

E quem vai alimentar o portal?
Secretaria de Imprensa de Caruaru virou “portal da Prefeitura”. É que o secretário Rui Lira demitiu ontem seis jornalistas da pasta.
Demissões anunciadas em festa de posse
O anúncio foi feito na posse do titular da Administração. Segundo um dos presentes, Lira disse que “tudo que a imprensa precisar agora estará no portal”.

Demissões na PMC chegam a Secretaria de Comunicação

Por Hélio Jr.

Antes de seguir para a sede do Comitê Gestor de Duplicação da BR-104 para dar posse ao novo secretário de Administração e Gestão de Pessoas, o prefeito José Queiroz se reuniu com alguns integrantes da Secretaria de Comunicação da Prefeitura de Caruaru para informar da exoneração. Estão fora da administração as jornalistas Janaína Clímaco, Fernanda Sales, Jesiane Rocha, Conceição Ricarte e o experiente fotógrafo Roberto Franca.

Durante o encontro, o chefe do executivo informou a necessidade das demissões para o enxugamento da máquina pública e os cortes que estão ocorrendo em todas as secretarias. Para os profissionais não foi fácil ouvir do prefeito que era preciso cortar a "gordura" da administração. Permaneceram na Prefeitura de Caruaru os jornalistas Ricardo Perrirer, Natália Ludmila, Jorge Luiz e o fotógrafo Aguinaldo Lima, comandados por Rui Lira.

quarta-feira, 7 de abril de 2010

Parabéns, Jornalistas!


Além de Dia do Jornalista hoje é o Dia Mundial da Saúde. Faz sentido. Os jornalistas têm que ter muita saúde pra aguentar essa vida.
Parabéns a todos os coleguinhas desta amada profissão.

Dia do Jornalista

A Ciência do Contraditório**

Por Sérgio Montenegro Filho - repórter especial de Política do Jornal do Commércio, colunista do JC Online e blogueiro

Depois de 22 anos fazendo jornalismo, Mariana ainda me pede para escrever sobre o assunto. Quer que eu conte um episódio interessante que tenha visto ou vivido.Terrível ironia! Jornalista escrevendo sobre jornalismo, tendo a própria história como lide. Vai funcionar? Como jornalismo é a arte de encarar desafios, vamos a ele.

Antes, porém, já que falamos em desafios, um conselho grátis aos coleguinhas iniciantes: quem busca segurança e tranquilidade, e não está disposto a enfrentar desafios cotidianos, seria melhor dedicar-se a outra profissão, menos dada ao "inesperado".

Desafio, no jornalismo, significa esforço de sobrevivência. De fato, aquela ideia romântica do destemido repórter investigativo, cujos furos são aplaudidos pelos donos do jornal, elogiados pelos editores e lhe garantem incontáveis prêmios só existe no cinema. O que não quer dizer que não seja uma profissão apaixonante como poucas. Na verdade, vicia como droga na veia. Jornalismo é ame ou deixe, e no começo da carreira você já vai ter condições de fazer sua escolha.

Visto sob certo aspecto, o jornalismo é mágico. Ele torna humanos os de coração duro, ensina altruísmo aos egoístas e revela personalidades sensíveis em quem menos se espera. Assim como é capaz de corromper os de pouco caráter, expor os preguiçosos e expurgar os menos companheiros.

A magia, porém, é só um detalhe. O que pesa mesmo é a vida real. E nesta - que é chamada de "profissão do estresse" - não basta ao jornalista matar um leão por dia. É necessário dissecá-lo nos mínimos detalhes, examinar bem todos os ângulos e, com um pouquinho de sorte, encontrar uma boa história. Se conseguir fazer tudo antes de cair a noite, parabéns. Você pode se considerar um repórter.

Lembro de um "foca" que andou pela redação do JC. Vinha recomendado "de cima", caiu na editoria de Política e foi devidamente pautado. Estávamos às vésperas de uma nova campanha eleitoral, e o bravo aspirante teria que cobrir uma reunião de cúpula de determinado partido. Respirou fundo, pegou o bloquinho, saiu... e sumiu!

Como na época ainda não dispunhamos das benesses do telefone celular - também chamado carinhosamente de "coleira" por alguns editores - findamos a edição sem a matéria, que foi publicada pelos concorrentes. E não é que no outro dia o cidadão reaparece? Na maior cara limpa, sorri, dá bom dia e, calmamente, senta-se para escrever. Questionado sobre não ter voltado à redação na noite anterior, o jovem periodista surpreendeu-se: "E era para escrever a matéria ontem mesmo, é?"

Pois bem. Além dos leões diários a serem mortos, vez por outra o jornalista esbarra em algumas dificuldades inerentes à profissão. Há a arrogância dos poderosos, a intolerância de chefes recalcados ou mesmo a imprecisão das fontes menos letradas. Tudo isso recompensado com uma remuneração mensal de fazer gosto! Mas e daí? Não éramos tão idealistas na faculdade?

Posso dizer, hoje, que sou um "homem de redação", apelido que se dá aos rinitentes, que conseguiram, sabe-se lá como, ficar expostos à alta pressão por mais tempo. Muitos desistiram, mas eu continuo por aqui. E agora, sem diploma, não é mesmo ministro?

Por fim, gostaria de afirmar que não duvido de quão árdua deve ser também a vida dos colegas assessores de imprensa, consultores de comunicação, acadêmicos. Enfim, gente que abraçou outras áreas dessa ciência tão complexa. A todos, parabéns pela data, da qual, confesso, eu nem lembrava. Boa sorte e sucesso. No mais, é continuar vivendo a contradição de uma rotina que todos os dias nos traz algo de novo.

**Texto publicado originalmente no www.finosefofos.blogspot.com