quinta-feira, 11 de novembro de 2010

Secretaria de Comunicação vira Portal da Prefeitura

Por Ana Lúcia Andrade (JC)

E quem vai alimentar o portal?
Secretaria de Imprensa de Caruaru virou “portal da Prefeitura”. É que o secretário Rui Lira demitiu ontem seis jornalistas da pasta.
Demissões anunciadas em festa de posse
O anúncio foi feito na posse do titular da Administração. Segundo um dos presentes, Lira disse que “tudo que a imprensa precisar agora estará no portal”.

Demissões na PMC chegam a Secretaria de Comunicação

Por Hélio Jr.

Antes de seguir para a sede do Comitê Gestor de Duplicação da BR-104 para dar posse ao novo secretário de Administração e Gestão de Pessoas, o prefeito José Queiroz se reuniu com alguns integrantes da Secretaria de Comunicação da Prefeitura de Caruaru para informar da exoneração. Estão fora da administração as jornalistas Janaína Clímaco, Fernanda Sales, Jesiane Rocha, Conceição Ricarte e o experiente fotógrafo Roberto Franca.

Durante o encontro, o chefe do executivo informou a necessidade das demissões para o enxugamento da máquina pública e os cortes que estão ocorrendo em todas as secretarias. Para os profissionais não foi fácil ouvir do prefeito que era preciso cortar a "gordura" da administração. Permaneceram na Prefeitura de Caruaru os jornalistas Ricardo Perrirer, Natália Ludmila, Jorge Luiz e o fotógrafo Aguinaldo Lima, comandados por Rui Lira.

quarta-feira, 7 de abril de 2010

Parabéns, Jornalistas!


Além de Dia do Jornalista hoje é o Dia Mundial da Saúde. Faz sentido. Os jornalistas têm que ter muita saúde pra aguentar essa vida.
Parabéns a todos os coleguinhas desta amada profissão.

Dia do Jornalista

A Ciência do Contraditório**

Por Sérgio Montenegro Filho - repórter especial de Política do Jornal do Commércio, colunista do JC Online e blogueiro

Depois de 22 anos fazendo jornalismo, Mariana ainda me pede para escrever sobre o assunto. Quer que eu conte um episódio interessante que tenha visto ou vivido.Terrível ironia! Jornalista escrevendo sobre jornalismo, tendo a própria história como lide. Vai funcionar? Como jornalismo é a arte de encarar desafios, vamos a ele.

Antes, porém, já que falamos em desafios, um conselho grátis aos coleguinhas iniciantes: quem busca segurança e tranquilidade, e não está disposto a enfrentar desafios cotidianos, seria melhor dedicar-se a outra profissão, menos dada ao "inesperado".

Desafio, no jornalismo, significa esforço de sobrevivência. De fato, aquela ideia romântica do destemido repórter investigativo, cujos furos são aplaudidos pelos donos do jornal, elogiados pelos editores e lhe garantem incontáveis prêmios só existe no cinema. O que não quer dizer que não seja uma profissão apaixonante como poucas. Na verdade, vicia como droga na veia. Jornalismo é ame ou deixe, e no começo da carreira você já vai ter condições de fazer sua escolha.

Visto sob certo aspecto, o jornalismo é mágico. Ele torna humanos os de coração duro, ensina altruísmo aos egoístas e revela personalidades sensíveis em quem menos se espera. Assim como é capaz de corromper os de pouco caráter, expor os preguiçosos e expurgar os menos companheiros.

A magia, porém, é só um detalhe. O que pesa mesmo é a vida real. E nesta - que é chamada de "profissão do estresse" - não basta ao jornalista matar um leão por dia. É necessário dissecá-lo nos mínimos detalhes, examinar bem todos os ângulos e, com um pouquinho de sorte, encontrar uma boa história. Se conseguir fazer tudo antes de cair a noite, parabéns. Você pode se considerar um repórter.

Lembro de um "foca" que andou pela redação do JC. Vinha recomendado "de cima", caiu na editoria de Política e foi devidamente pautado. Estávamos às vésperas de uma nova campanha eleitoral, e o bravo aspirante teria que cobrir uma reunião de cúpula de determinado partido. Respirou fundo, pegou o bloquinho, saiu... e sumiu!

Como na época ainda não dispunhamos das benesses do telefone celular - também chamado carinhosamente de "coleira" por alguns editores - findamos a edição sem a matéria, que foi publicada pelos concorrentes. E não é que no outro dia o cidadão reaparece? Na maior cara limpa, sorri, dá bom dia e, calmamente, senta-se para escrever. Questionado sobre não ter voltado à redação na noite anterior, o jovem periodista surpreendeu-se: "E era para escrever a matéria ontem mesmo, é?"

Pois bem. Além dos leões diários a serem mortos, vez por outra o jornalista esbarra em algumas dificuldades inerentes à profissão. Há a arrogância dos poderosos, a intolerância de chefes recalcados ou mesmo a imprecisão das fontes menos letradas. Tudo isso recompensado com uma remuneração mensal de fazer gosto! Mas e daí? Não éramos tão idealistas na faculdade?

Posso dizer, hoje, que sou um "homem de redação", apelido que se dá aos rinitentes, que conseguiram, sabe-se lá como, ficar expostos à alta pressão por mais tempo. Muitos desistiram, mas eu continuo por aqui. E agora, sem diploma, não é mesmo ministro?

Por fim, gostaria de afirmar que não duvido de quão árdua deve ser também a vida dos colegas assessores de imprensa, consultores de comunicação, acadêmicos. Enfim, gente que abraçou outras áreas dessa ciência tão complexa. A todos, parabéns pela data, da qual, confesso, eu nem lembrava. Boa sorte e sucesso. No mais, é continuar vivendo a contradição de uma rotina que todos os dias nos traz algo de novo.

**Texto publicado originalmente no www.finosefofos.blogspot.com

domingo, 28 de março de 2010

Reflexão

"A sociedade é maior do que o mercado. O telespectador não é consumidor, mas cidadão. Jornalismo é serviço público, não espetáculo."

#Ficaadica

sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

Jornalista

JORNALISTA não fala, informa
não passeia, viaja a trabalho
não conversa, entrevista
não é chata, é crítica
não tem olheiras, tem marca de guerra
não se confunde, perde pauta
não esquece de assinar, é anônimo
não se acha, ele já é reconhecido
não influencia, forma opinião
não conta história, reconstrói
não omite fatos, edita-os
não pensa em trabalho, vive o trabalho
não vai à festas, faz coberturas
não acha, tem opinião
não fofoca, transmite informações inúteis
não pára, pausa
não mente, equivoca-se
não chora, se emociona
não some, trabalha em off
não lê, busca informações
não traz novidade, dá furo de reportagem
não tem problema, tem situação
não briga, debate
não tem muitos amigos, tem muitos contatos
não usa carro, mas sim veículo
não é esquecido, é ETERNIZADO pela crítica
JORNALISTA não morre, coloca um ponto final!

sábado, 2 de janeiro de 2010

Primeiro de 2010

"Chega de ficar quebrando a cara

Com os velhos erros de sempre.

Quero cometer erros novos,

Passar por apertos diferentes,

Experimentar situações desconhecidas,

Sair da rotina e do lugar comum.

Esse ano eu preciso crescer.

Chega de saber a saída

E ficar parado na porta,

Ensaiando os passos

Sem nunca entrar na estrada,

Esperando que me venha

O que eu mais preciso encontrar.

Esse ano, se eu tiver que sofrer

,será por sofrimentos reais

nunca mais por males imaginários,

Preocupado com coisas

Que jamais acontecerão.

Chega de planejar o futuro e tropeçar no presente.

Chega de pensar demais e fazer de menos.

Chega de pensar de um jeito e fazer de outro.

Chega do corpo dizer sim e a cabeça não.

Chega desses intermináveis conflitos que

Me fazem adiar para nunca a minha decisão.

Este ano eu vou viver."

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

Suspiro

"Eu escrevo sem esperança de que o que eu escrevo altere qualquer coisa. Não altera em nada... Porque no fundo a gente não está querendo alterar as coisas. A gente está querendo desabrochar de um modo ou de outro..."

.: Clarice Lispector :.

terça-feira, 10 de novembro de 2009

Assessores de Imprensa x Jornalistas

Esta é uma discussão ridícula.
Assim como a briga de egos medíocres entre Caruaru e Campina Grande durante o São João.
Não importa o lado do balcão que você está. Afinal, tudo é jornalismo.
O trabalho deve ser bem feito, com ética.
Os dois lados trabalham com a mesma moeda: a informação.
E esta deve ser confiável e levantada com rigor e primor.

"Na verdade, o assessor é um jornalista, bem como o jornalista muitas vezes pode vir a ser um assessor. Essa compreensão está cada vez mais nítida entre os jornalistas de redação, que muitas vezes se utilizam dos textos enviados pelos colegas de assessoria para alimentar e dar mais credibilidade, sustentabilidade e entusiasmo ao texto que será lido pelo público.
Mas, por que o assessor de imprensa é um jornalista? Por numerosos motivos. O primeiro e o mais básico deles é que ambos os profissionais executam o mesmo trabalho (textos, entrevistas e conferência de fontes, entre outros) e, portanto, seria um absurdo afirmar que as funções exercidas por ambos são antagônicas. O segundo motivo é que eles são aconselhados a imprimir a seus textos determinada visão, embora, em algumas vezes, discordem dela. É claro que há exceções, e quando digo exceções quero ressaltar que são válidas para os dois lados".


A frase acima é um fragmento do texto de Rodrigo Capella, do Observatório da Imprensa... e ele me fez refletir onde vamos parar com essa luta de egos.
Às vezes, é complicado fazer os nossos coleguinhas de redação entenderem o nosso trabalho...

domingo, 1 de novembro de 2009

Mulheres Jornalistas

"À primeira vista se apresentam como recatadas e tímidas porções do paraíso, mas basta experimentar um pouco do seu néctar para que toda a doçura se converta gradualmente em amargor e tudo termine em choradeira.

Uma mulher jornalista é tudo que você não quer, pois a combinação das duas coisas potencializa a mais grave das inúmeras fascinações femininas: a inconstância.

Quem escolhe o jornalismo só o faz porque não sobrou mais nenhuma opção no vestibular - ou porque não tem uma idéia clara de como a profissão funciona na prática.

Apesar dos esforços, não há como ficar livre de pelo menos uma jornalista na sua vida. Além das faculdades as expelirem aos borbotões a cada semestre, jornalistas são curiosamente o tipo mais impressionantemente inacreditável de mulher que existe. Vai por mim que disso eu entendo.

Dessa forma, quando acontecer com você, saiba aproveitar o momento. Mas com o pé eternamente atrás: cedo ou tarde vai bater nela uma vontade insuportável de conhecer a Grécia... SOZINHA!"

(André Czarnoba)