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sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

“Em 2011 desejo que os jornalistas...*

...se renovem, apostando cada vez mais no velho e bom jornalismo;
...gastem menos energias especulando sobre o fim do jornal papel e reflitam mais sobre o papel do jornal nos novos tempos;
...ajudem a diminuir a TPM das empresas jornalísticas. Não seremos Facebook, Google, muito menos WikiLeaks. Fomos, somos e seremos indústria jornalística. Com a dor e a delícia de ser o que se é;
...descubram que as redes sociais são um barato, e que o caro sempre será a informação apurada, averiguada, analisada e contextualizada;
...inventem novas formas de se organizar e produzir. As redações,hoje, funcionam exatamente como na época em que celular, fax e internet só existiam no desenho dos Jetsons;
...não se deparem com um consultor vendendo uma inovadora experiência midiática no arquipélago de Svalbard, um tremendo sucesso de audiência – dois leitores e uma raposa-polar 100% fidelizadas;
...se beneficiem com o dinheiro economizado com o consultor da Svalbard. Os recursos podem ser investidos nas forças inovadoras e criativas da indústria jornalistíca – até hoje foram as redações! Ainda são?
...descubram que o nosso maior patrimônio é a credibilidade e não a instantaneidade;
...levem o jornalismo cada vez mais a sério e se levem, cada vez menos,a sério. Isso diminuirá nossa histórica arrogância;
...sempre que se encontrarem à beira do abismo, sem saber para onde ir ou o que fazer, paguem direitos autorais à campanha de Bill Clinton e repitam: é o jornalismo, estúpido! O velho e bom jornalismo!
Feliz Ano Novo!"




* Texto de Octavio Guedes,diretor de Redação do jornal Extra

sábado, 2 de janeiro de 2010

Primeiro de 2010

"Chega de ficar quebrando a cara

Com os velhos erros de sempre.

Quero cometer erros novos,

Passar por apertos diferentes,

Experimentar situações desconhecidas,

Sair da rotina e do lugar comum.

Esse ano eu preciso crescer.

Chega de saber a saída

E ficar parado na porta,

Ensaiando os passos

Sem nunca entrar na estrada,

Esperando que me venha

O que eu mais preciso encontrar.

Esse ano, se eu tiver que sofrer

,será por sofrimentos reais

nunca mais por males imaginários,

Preocupado com coisas

Que jamais acontecerão.

Chega de planejar o futuro e tropeçar no presente.

Chega de pensar demais e fazer de menos.

Chega de pensar de um jeito e fazer de outro.

Chega do corpo dizer sim e a cabeça não.

Chega desses intermináveis conflitos que

Me fazem adiar para nunca a minha decisão.

Este ano eu vou viver."